As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) ganharam o centro dos debates no Encontro Nacional de Gestores e Legislativos Municipais, realizado na Câmara de Iraí (RS). A palestra “Práticas Integrativas, Desafio e Oportunidade para a Rede Municipal”, ministrada por Luciano Pazuch, trouxe uma análise realista sobre como os pequenos e médios municípios podem implantar essas terapias de forma eficiente e humanizada no SUS.
O painel, promovido pela União dos Vereadores do Brasil (UVB), defendeu que o cuidado com a saúde vai muito além do modelo tradicional de consultas e medicamentos.
Destaques do Painel
- Saúde Preventiva: O impacto positivo das práticas na redução de filas em postos e na melhoria da saúde mental da comunidade.
- Baixo Custo, Alto Retorno: Como tratamentos naturais e terapias complementares otimizam o orçamento da saúde pública.
- Desafio da Regulamentação: A necessidade de leis municipais e capacitação profissional para validar a aplicação das técnicas.
- Oportunidade Legislativa: O papel dos vereadores em criar projetos que facilitem o acesso a essas práticas nas comunidades.
Desafios Reais e Soluções Criativas
Em sua apresentação, Luciano Pazuch desmistificou o uso das práticas integrativas, apontando que o grande desafio atual não é a aceitação do público, mas sim a estruturação da rede municipal para o atendimento. Ele destacou que muitas cidades enfrentam dificuldades com a falta de profissionais habilitados e com a burocracia para implementar os programas.
Por outro lado, a oportunidade é gigante. Ao adotar terapias complementares, as gestões municipais conseguem oferecer um atendimento mais humanizado focado no bem-estar integral (corpo e mente), diminuindo significativamente os gastos com medicamentos de uso contínuo para ansiedade e estresse.
O Papel dos Vereadores e Gestores
Ao final, a palestra acendeu um chamado para a ação entre os parlamentares presentes no plenário da Câmara de Iraí. Pazuch reforçou que o Legislativo tem a ferramenta em mãos para transformar essa realidade: por meio de leis de incentivo e da fiscalização de recursos, as Câmaras Municipais podem garantir que as práticas integrativas saiam do papel e cheguem de verdade aos moradores da ponta.






