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Governo defende aumento do teto do MEI para R$ 140 mil; setor empresarial cobra atualização do Simples Nacional

Proposta em análise na Câmara amplia limite de faturamento do MEI até 2028, enquanto entidades empresariais pedem correção das faixas do Simples Nacional, congeladas desde 2016

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira defendeu, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, a elevação do limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) de R$ 81 mil para R$ 140 mil até 2028. Segundo o governo federal, a medida poderá beneficiar cerca de 17 milhões de microempreendedores em todo o país.

A proposta, que já foi aprovada pelo Senado, tramita na Câmara em conjunto com o PLP 186/2026. Durante o debate, o ministro afirmou que o reajuste representa uma correção necessária, já que o teto do MEI permanece sem atualização há quase uma década. Ele também destacou que a proposta permitirá a contratação de um segundo empregado, ampliando as possibilidades de crescimento dos pequenos negócios.

O relator da comissão especial, Jorge Goetten, afirmou que o texto também deverá enfrentar o problema da inadimplência entre os microempreendedores. Segundo ele, além de programas de refinanciamento de dívidas, é preciso atacar as causas que levam milhares de MEIs à irregularidade.

Durante a audiência, representantes do setor produtivo defenderam que a atualização do teto do MEI seja acompanhada pela revisão das faixas de enquadramento do Simples Nacional para micro e pequenas empresas. Entidades como a Confederação Nacional da Indústria, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo argumentaram que a inflação oficial, medida pelo IPCA, acumula alta de 60,7% desde a última atualização dos limites do regime tributário, realizada em 2016.

O presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, Alfredo Cotait Neto, afirmou que a entidade representa cerca de 23 milhões de micro e pequenos empresários e defendeu que o Simples Nacional também seja contemplado pela atualização. Já a presidente da comissão especial, Any Ortiz, entregou ao governo um manifesto do setor empresarial pedindo a revisão dos limites de faturamento, ressaltando a importância das micro e pequenas empresas para a geração de empregos e para a economia brasileira.

Em resposta, o ministro Paulo Henrique Pereira afirmou concordar que a atualização das faixas do Simples Nacional representa uma correção monetária, e não uma renúncia fiscal. Segundo ele, o governo está aberto ao diálogo para construir, em conjunto com o Congresso Nacional, uma solução para o tema.

Foto: Imagem Ilustrativa/Pexels

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