Ministro no Roda Viva: UVB repudia as barbaridades ditas por Barroso

Ministro no Roda Viva: UVB repudia as barbaridades ditas por Barroso

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, afirmou em entrevista ao Roda Viva, nessa segunda-feira (15), que as eleições municipais deste ano vão acontecer entre os dias 15 de novembro e 20 de dezembro. As datas exatas da realização do primeiro e segundo turnos, entretanto, ainda não estão definidas. Segundo ele, a alteração está sendo discutida entre um grupo de especialistas em saúde, os presidentes da Câmara e do Senado e as lideranças partidárias.

“A data das eleições está marcada na Constituição, primeiro domingo de outubro, então qualquer alteração depende do Congresso Nacional. Conversei com epidemiologistas, infectologistas, biólogos, físicos especializados em cálculo de epidemiologia”, relatou.

Segundo Barroso, os especialistas preveem uma queda na curva de ascensão da doença entre agosto e setembro, portanto haveria a possibilidade de realizar as eleições na janela entre 15 de novembro e 20 de dezembro. Desse modo, será atendida uma preocupação do ministro e dos presidentes da Câmara e do Senado: a realização do pleito ainda em 2020.

“A constituição veda uma segunda reeleição e cerca de 20% dos prefeitos já estão terminando o segundo mandato. Portanto, em violação à constituição, daríamos um terceiro mandato a esses prefeitos”, avalia Barroso a respeito da hipótese de adiar as eleições para 2020.

NOTA DA UVB

O Ministro Barroso esta afrontando a democracia, quando insiste em eleições no ano de 2020, em plena pandemia COVID-19. O povo não terá a oportunidade de conhecer as propostas dos candidatos e esse mesmo povo é que sairá enfraquecido com a insistência das eleições em 2020. A UVB entende que o adiamento das eleições para 2021 ou 2022 é uma questão de saúde pública e preservação da vida.

Falar em fazer eleições como convenções por meio digital, é não conhecer a realidade brasileira, é opinião de quem não sai de gabinete climatizado e o que mais nos deixa indignados é a omissão dos parlamentares federais que se calam diante das barbaridades ideológicas da justiça eleitoral, que em nome da democracia e da constitucionalidade, esta promovendo uma desordem democrática em nosso país.

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