Vereadores de Recife defendem prorrogação das eleições

Vereadores de Recife defendem prorrogação das eleições

Os vereadores da Câmara do Recife defenderam o adiamento das eleições municipais deste ano. O assunto foi abordado em discursos e reuniões da Casa de José Mariano, nesta segunda-feira (25). A vereadora Aline Mariano (PP) defendeu, em reunião da Câmara de Vereadores que haja o adiamento do pleito e o consequente uso do fundo eleitoral para ações de combate ao coronavírus.

“Por isso, quero convocar todos os vereadores desta Casa Legislativa para formatarmos um movimento em defesa desse adiamento. Vamos formar, através desta Câmara, uma frente para pressionarmos o Congresso Nacional. Pernambuco e o Recife sempre foram protagonistas em lutas importantes e iremos fazer prevalecer esta, que se traduz como a defesa da democracia”, disse.

De acordo com a vereadora, o fundo eleitoral está previsto em R$ 2 bilhões, mas as despesas gerais podem atingir de R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões. “Em vez de gastarmos esse dinheiro para realizarmos eleições, poderíamos destinar o valor para a saúde, para ações contra a covid-19 e assim, salvar vidas. Não defendo o pleito para novembro ou dezembro. Defendo para o momento certo”, disse. Aline entende que os candidatos serão muito cobrados pela população, caso haja a eleição, pois até o momento da votação é possível que uma vacina contra a covid-19 ainda não esteja sendo usada no Brasil.

O presidente da Câmara Municipal do Recife, vereador Eduardo Marques (PSB) declarou apoio à proposta da legisladora e disse que ela terá apoio no que for preciso para a mobilização em defesa da proposição. O vereador Antônio Luiz Neto (PSB) disse que se as eleições municipais forem mantidas para outubro “vão matar não somente a democracia no País como também a população, que ficará ainda mais exposta ao contágio”. Segundo ele, as eleições de prefeito e vereador são aquelas que ele considera mais democráticas porque “esses políticos estão mais perto do povo”.

O vereador Rogério de Lucca (PP) reforçou a tese do uso do dinheiro do fundo eleitoral para aquisição de vacinas contra a covid-19 e o vereador Amaro Cipriano Maguari (PSB) considerou que o discurso de Aline Mariano mostrou que ela está “preocupada com a humanidade”.

Eleições em 2022
Em seu discurso no grande expediente, o vereador André Régis (PSDB) defendeu o adiamento para 2022 e a unificação do calendário eleitoral brasileiro. “A segunda proposta é bem mais simples e mais polêmica: a transferência do pleito para outubro de 2022, fazendo coincidir os mandatos de vereador, prefeito, deputado, governador, presidente. Ela implica a prorrogação de mandatos por mais dois anos. E a terceira é a possibilidade de delegar à Justiça Eleitoral o momento da realização da eleição, inclusive permitindo que ela venha a ocorrer em 2021. O inusitado é que os eleitos teriam mandatos até 2026, quando haveria a coincidência do calendário”.

Em um aparte, o vereador Amaro Cipriano Maguari (PSB) parabenizou o colega por trazer o debate para a discussão na plenária, que foi realizada por meio de videoconferência. “O Congresso Nacional está muito indefinido, eu não vejo nem mesmo um debate sobre o assunto. No momento, nosso país está doente e sem estímulo”.

Eriberto Rafael (PP) falou sobre a impossibilidade prática de realizar uma disputa eleitoral em um cenário de pandemia – e frisou a necessidade de usar os recursos do Fundo Eleitoral no combate à covid-19. “Sabemos que não há como fazer eleição sem ter contato com as pessoas, sem podermos ir as suas portas para ouvi-las e levar o nosso trabalho. Não poderíamos fazer reuniões com lideranças. É colocar em risco a vida das pessoas. Gostaria de fazer o apelo, como outros vereadores já fizeram, pela utilização do Fundo Eleitoral. Com esses R$ 2 bilhões, poderíamos comprar 20 mil respiradores”.

fonte:https://folhape.com.br/

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