São Paulo na defesa da ecologia e meio ambiente

São Paulo na defesa da ecologia e meio ambiente

A defesa da ecologia, a preservação do meio ambiente e a recuperação dos recursos naturais destruídos ou aviltados pelo homem constituem-se preocupação e prioridade de ação para a professora Patrícia Iglecias, cuja presença na presidência da CETESB enobrece as ações do Governo do Estado.

Não menos engrandece o Governo do Estado de São Paulo, a presença do engenheiro Benedito Braga presidente da Sabesp, uma das principais empresas de abastecimento de água do mundo, orgulho principalmente dos municípios os quais são servidos pela empresa que tem o controle do governo paulista.

Como grandes defensores das metas do milênio, Patrícia e Braga, ambos da USP, têm consciência de que não basta a intenção oficial nem o apoio de uma legislação específica para que se materializem esses esforços.

Graças às suas notoriedades reconhecidas pela Organização das Nações Unidas, os professores da USP, são testemunhas da lição que vem de vários países: não existe proteção ecológica nem valorização do meio ambiente sem uma mudança de consciência das populações, sem a disseminação de uma cultura que renegue os predadores e valorize os esforços de preservação da terra, da água, do ar, da fauna e da flora.

A Cetesb – considerada a agência ambiental mais importante da América Latina e a única a desenvolver políticas nesse sentido no Brasil, fez recente exposição através de sua presidente Patricia Iglecias no Fórum de Governadores, explicando como funciona a rede de monitoramento da qualidade do ar, os mecanismos de controle e medição de emissão de poluentes e os cursos técnicos que a Escola Superior da Cetesb oferece. O programa de preservação da qualidade do ar, já implantado em São Paulo, pode funcionar também para outros Estados.

O Brasil viveu o modelo do populismo, acreditando na falácia de que, distribuindo-se recursos e favores, se atenuaria a miséria, o que, o contrário, ficou comprovado pela situação que estamos vivendo.

São Paulo que tem dados grandes exemplos, a partir de sua fundação, de ser um estado municipalista, elege um Governador que passa a dar grandes exemplos ao Brasil, com a incessante busca de recursos internacionais para investir no nosso crescimento.

João Doria acaba de retornar da capital britânica e esteve às margens do Rio Tâmisa, onde conheceu um pouco mais sobre este projeto de longo prazo. Doria tem o compromisso de despoluir o Pinheiros até 2022 e concluir a despoluição do Tietê quatro anos mais tarde. Serão investidos 70 milhões de recursos públicos para a primeira etapa, a de desassoreamento.

A história do Tâmisa é bem parecida com a dos rios paulistas. Em 1957, o Museu de História Natural  de Londres declarou o Tâmisa como morto.

Não havia mais oxigênio na água. Nem peixes. Nem outras formas de vida que não as bactérias. O problema todo estava relacionado ao esgoto lançado diretamente no Tâmisa.

Água e a proteção ecológica precisam conviver com o desenvolvimento sustentável, sem o qual teremos muito pouco a comemorar, por isso a determinação de ambos, sob o comando do Secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, é para que os recursos naturais sejam utilizados com critério, apoiados sempre no permanente estímulo à reciclagem das forças da natureza.

A alocação de recursos específicos para os programas prioritários, estímulo à participação da iniciativa privada em ações de preservação e recuperação ambiental, busca a angariação de recursos internacionais para lastrear e financiar programas públicos – com o respeito que a Sabesp tem no mercado internacional – faz parte do esforço do novo governo.

Despoluir o Rio Pinheiros é a ambiciosa missão do professor Braga. O investimento é de 16 bilhões. Mas, graças ao reconhecimento do seu talento pelos investidores, muito disso sairá dos lucros da Sabesp.

Sugerimos, finalmente, que nesse campo de consciência ambiental e preservação ecológica os municípios busquem mais informações com a expertise de Benedito Braga e Patrícia Iglecias para fazer parte dessa nova história.

por Sebastião Misiara jornalista e presidente da UVESP

e Silvia Melo jornalista de diretora de comunicação da UVESP

.fonte:www.jornaldointeriornews.com.b

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